maranata – Pastor da Maranata afirma: “Assinei papéis e fui usado” Arlínio Rocha, ex-secretário de Presbitério, divulgou vídeo

Publicado: 7 de junho de 2013 em Fatos obra maranata, Obra revelada
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Pastor da Maranata afirma: “Assinei papéis e fui usado”

Arlínio Rocha, ex-secretário de Presbitério, divulgou vídeo

VINÍCIUS VALFRÉ | vpereira@redegazeta.com.br
Foto: Edson Chagas

Edson Chagas

“Ele dizia que não assinava nada. Queria me colocar como grande culpado”, disse Arlínio Rocha sobre Gedelti

O pastor Arlínio de Oliveira Rocha, 75 anos, ex-secretário do Presbitério da Igreja Cristã Maranata (ICM) e um dos denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPES) nas investigações de fraudes na cúpula da entidade, confirmou que crimes eram praticados por pastores da instituição. Agora, ele avalia ter sido “inescrupulosamente usado” pelo presidente afastado e líder máximo da Maranata, pastor Gedelti Gueiros. Este, segundo Arlínio, pretendia se isentar de futuras responsabilidades criminais.

O ex-secretário do Presbitério – que é a sede do comando da igreja – assinava documentos importantes na administração. No entanto, alega que as irregularidades estavam nos papéis entregues pessoalmente por Gedelti, que, segundo ele, não lhe permitia a análise dos documentos. Arlínio Rocha é acusado de formação de quadrilha, apropriação indébita e estelionato. Além dele, outros 18 membros da Maranata foram denunciados pelo MPES em maio. Eles teriam desviado R$ 24 milhões.

Nesta semana, o ex-secretário divulgou um vídeo no site YouTube. Na gravação, aparece lendo o que chama de “carta de esclarecimento”. Em dois dias, o conteúdo foi visto por quase 8 mil pessoas.

Os documentos que o senhor assinou foram usados em crimes?
Sim, eu assinei documentos sem ter conhecimento total sobre o teor deles. Eles tiveram a finalidade de permitir certas irregularidades.

Quais?
Uma em especial foi relativa à procuração para nomear advogados para processar promotores e testemunhas a fim de que essas pessoas mudassem a forma como conduziam os assuntos no processo.

Então, por que o senhor dava as assinaturas?
Quando se tratava de documento que Gedelti determinava, não tinha como questionar, perguntar se estava tudo certo. Ele não abria espaço para questionamento, para averiguação do conteúdo. Só mandava que assinasse.

O senhor nunca desconfiou de nada?
Eu não desconfiava por causa da grande confiança que tinha nele. Assinava achando que estava tudo certo. Não desconfiava da idoneidade e da integridade dele. Fui inescrupulosamente usado.

Quando chegou a essa conclusão?
Passei a desconfiar quando surgiram as primeiras investigações das autoridades, divulgadas pela imprensa.

O senhor considera-se vítima de Gedelti?
Eu e minha família somos. Ele dizia publicamente que não assinava nada e mandava procurar quem fazia. Era como se dissesse: “Procurem Arlínio, porque era ele quem assinava”. Queria me colocar como grande culpado; e ele, como inocente.

Foi ameaçado por pastores quando estava internado num hospital?
Não. Há sete meses não recebia visita ou telefone de Gedelti nem de ninguém da cúpula, o que comprova que eles só me usavam. Foi uma falta de respeito.

Por que gravou o vídeo divulgado na internet?
Pelo fato de ser da comissão investigada, naturalmente fui jogado com os outros, dizendo que faço parte de uma quadrilha. Sou pastor há mais de 40 anos, fui coordenador do Maanaim. Os irmãos mereciam essa explicação.

O que aconteceu depois do vídeo?
Três horas depois que ele foi ao ar, um pastor membro da cúpula me ligou dizendo que sonhou com a morte da minha filha. Ele não falava comigo havia sete meses e só ligou depois do vídeo.

Como o senhor interpretou isso?
Foi uma ameaça velada de morte. Ainda mais por causa do momento que vivo, em que mostro minha cara e faço esclarecimento. Foi para eu parar de fazer isso. Foi uma ameaça, já denunciada à Polícia Federal. Depois disso, não consegui dormir.

Assista ao vídeo gravado pelo pastor Arlínio Rocha:

Outro lado

“Estratégia infantil”

Para Gustavo Varella, um dos advogados da Igreja Maranata, as declarações do pastor Arlínio Rocha são uma estratégia infantil para transferir a Gedelti Gueiros o foco da ação penal. “É inacreditável que uma pessoa que tenha participado durante tanto tempo de uma administração só agora, depois de denunciada pelo MPES como participante de uma quadrilha, venha dizer que não leu o que assinou. É muito esquisito. É estranho que alguém, a essa altura, venha dizer que assinava documento a pedido de outro”, opinou.

Sobre o sonho interpretado por Arlínio como ameaça de morte, o advogado acredita em ficção. “Quem pode garantir que esse cidadão ligou ou não? O que temos visto é muita historinha, com factoides, historinhas de ameaças, quando não tem acontecido absolutamente nada nesse sentido. Está parecendo ficção, uma novela com o enredo muito malfeito”, disse.
 

Fonte: Da Redação Multimídia

http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2013/06/noticias/cidades/1448700-pastor-da-maranata-afirma–assinei-papeis-e-fui-usado.html

video em: https://obramaranatarevelada.wordpress.com/2013/06/04/igreja-maranata-carta-de-esclarecimento-do-pastor-arlinio-de-oliveira-rocha-sobre-os-recentes-fatos-que-foram-divulgados-pela-imprensa-relativos-a-igreja-crista-maranata/

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comentários
  1. Eu acredito no Pr Arlinio.

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