seita maranata – O Maanaim se transformou num balcão de negócios

Publicado: 16 de maio de 2013 em Fatos obra maranata, Obra revelada
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“O Maanaim se transformou num balcão de negócios”, diz ex-pastor

Ex-pastor da Maranata que rompeu com a igreja foi denunciado pelo Ministério Público e diz que é inocente

CLÁUDIA FELIZ | cfeliz@redegazeta.com.br
Foto: Carlos alberto Silva

Carlos alberto Silva

O Ministério Público denunciou 19 pessoas por suposto desvio de dízimo da igreja

Ainda menino, Mário Luiz de Moraes tornou-se membro da Igreja Cristã Maranata, e ali permaneceu por 39 anos. Nesse período, virou pastor e membro da diretoria do primeiro Maanaim – acampamento – da instituição, no Estado. Até que, em dezembro de 2011, oficializou seu rompimento com a igreja. 

A causa: Mário Moraes, que é advogado, diz que embora tenha denunciado irregularidades no uso de dinheiro, e assistido à transformação do Maanaim num “balcão de negócios”, não era ouvido pela cúpula da instituição, sendo apontado como “traidor” e “caído”.

Mas sua postura não impediu que o Ministério Público Estadual o inserisse na lista de 19 pessoas denunciadas à Justiça por suposto desvio de dízimo da igreja. Ele foi denunciado por estelionato e formação de quadrilha, fato que diz ter recebido com surpresa. “Nunca recebi um centavo da igreja, a título de nada”, garante, embora na relação de membros cujas empresas receberam valores do Presbitério apareça o recebimento de R$ 316.893,43 pelo escritório Moraes e Barcellos.

O advogado assegura que apenas seu sócio – Moraes desligou-se da sociedade em junho de 2012 – atuou em processos da Maranata, e que o valor pago pela igreja ficou apenas com esse sócio. No Maanaim, diz que “nunca assinou um cheque”, porque a unidade era subordinada ao Presbitério, que comprova, contratava e pagava.

“Mundo negocial”

Moraes lembra que em abril de 2003 enviou a membros da comissão executiva da igreja – cujo vice-presidente era o hoje presidente do Conselho Presbiteral Gedelti Gueiros – pedido de esclarecimentos.

 

No documento, afirmava que o refeitório do Maanaim havia se transformado em “um balcão de negócios sempre voltados para as áreas médica e política, onde figuravam várias personagens ímpias”. 

A Maranata teria entrado no “mundo negocial” ao comprar 10% das ações de um hospital na Serra, e criar um centro oncológico no mesmo hospital. Também por desativar um ambulatório odontológico no Maanaim – “para irmãos carentes” – e criar uma empresa privada, em Cariacica.

A “apropriação de recursos de dízimos e ofertas para empréstimos pessoais, via cooperativa, para aquisição de cotas de um hospital em Vila Velha” também foi apontada, citando ainda a exposição na mídia de pastores em festas.

Nota simulada

Em 2010, um prestador de serviços o procurou, segundo ele, dizendo que Antônio Angelo dos Santos, então vice-presidente da igreja, pedia nota fiscal simulada para “comprar dólares para ajudar irmãos no estrangeiro”.
Moraes diz que relatou o fato a Gedelti Gueiros, e o fez de novo quando descobriu que “o contador Leonardo Alvarenga também passou a emitir notas para retirar dinheiro da igreja”.

Um procedimento administrativo foi aberto e, segundo Moraes, constatou desvio superior a R$ 20 milhões. Mas, na Justiça, a igreja só cobrou ressarcimento de R$ 2,1 milhões.

“Nunca compactuei com os desvios na igreja. Não sei por que fui denunciado, mas provarei minha inocência”.

 

Fonte: A Gazeta

fonte: http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2013/05/noticias/cidades/1442027-o-maanaim-se-transformou-num-balcao-de-negocios–diz-ex-pastor.html

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