“OBSCURANTISMO” – Uma doutrina da ICM
2.1.5. O Obscurantismo é o método de governo que oculta fatos e argumentos que possam denunciar ou contradizer os atos, as decisões e as afirmações de certos grupos que se arvoram donos da verdade. É um recurso político e religioso que se opõe a difusão do conhecimento entre os subalternos do sistema.

É um estado de espírito oposto à razão e ao progresso intelectual e material; um desejo de não instrução ao povo; engenhosamente objetivando um estado de completa ignorância (desinformação) aos subordinados. Seja conhecimento a nível social, político, religioso e cultural, é o sistema que nega a instrução e o conhecimento às pessoas para preservar o estado de ignorância de modo a facilitar o poder de controle das Instituições.

2.1.5.1. O Secretismo Religioso é um dos artifícios amplamente recorridos na Maranata. O caráter secreto é um inerente atributo das reuniões e encontros do sistema religioso da Maranata cujo objetivo é tornar seu sistema fechado, isolado, a fim de não expor as intimidades dos conteúdos teológicos, das decisões administrativas e das determinações sobre a vida das pessoas enquanto membros da Maranata.
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Há uma enormidade de reuniões com caráter secreto, para as quais, rigorosamente, só determinadas castas “superiores” ou “edificadas” da igreja podem participar. Os componentes dessas reuniões ou encontros seguem a cartilha de que jamais podem revelar o conteúdo ou assunto tratado, para que se mantenha oculto, em mistério, as matérias expostas aos não participantes.

Além da parte prática, que é ocultar informações e decisões dos visitantes e membros, o secretismo religioso tem o poder de suscitar, naturalmente, nos adeptos das reuniões às portas fechadas a sensação de mistério e privilégio espiritual sobre o restante dos membros não participantes, comumente reputados pelo sistema como “não-edificados” suficientemente para receberem tal “conhecimento”.

As práticas secretas estimulam uma vaidade elitista, orgulho religioso e ostentação espiritual ao participante. Reuniões de pastores, “culto-proféticos”, seminário de 7º período, “grupo de intercessão”, algumas reuniões de jovens, reunião de obreiros, são exemplos de reuniões que são revestidas da capa do obscurantismo religioso.

2.1.5.1.1. De acordo com a teologia da Maranata, Deus revelou a liderança “Segredos da Obra”. Se há secretismo religioso entre os internos, por conseguinte, em relação aos de fora, é mais acentuado. Muito embora as palavras de Jesus asseverem que tudo que se falar às escondidas deve ser anunciado sobre os telhados e nada há oculto para que seja revelado, na Maranata, porém, é ensinado que Deus houvera revelado “segredos da Obra” especialmente a seus fundadores, de tal sorte que é terminantemente proibido se falar dos detalhes e minúcias do sistema da Maranata a pessoas não-membros.

Tais “segredos” seriam as doutrinas originais e particulares da teologia da Maranata, assim como os conteúdos expostos em seminários, reuniões, encontros e distribuídos em apostilas. Ao curioso deve ser explicado tudo de forma evasiva e superficial – “não podemos revelar o segredos dessa Obra”.

Seminários, cultos e reuniões, por exemplo, são proibidos expressamente de serem gravados, seja até mesmo em áudio. Já se chegara até a proibir meras filmagens e fotografias dentro dos “maanains”, a fim de preservar a sensação de mistério e pretensão espiritual do local.

2.1.5.2. A Falta de Prestação de Contas ou Intransparência Orçamentária é diretriz basilar do governo da Maranata. Os valores arrecadados dos dízimos e ofertas são omitidos dos adeptos, ficando tão-somente sob a ciência do Presbitério (em matéria geral) e do pastor e tesoureiro (a guisa local).

Não há prestação de contas ou exposição do memorial descritivo de custos e arrecadações mensais aos membros, tampouco dos negócios firmados pelo Presbitério na aquisição e alienação de bens. O Estatuto da Instituição Religiosa, também, é omitido dos membros que não podem reclamar o seu acesso e ciência, sob pena de sofrerem retaliações e sanções.

Não obstante ensinarem que “o maanaim é dos membros”, não se justifica o motivo pelo qual levou a alienação de algum deles. Tudo é muito oculto e nada pode ser revelado em matéria que envolva administração de finanças, as quais estão totalmente a mercê da consciência do Presbitério.

E a Palavra do Senhor Jesus diz:

“Jesus lhe respondeu: Eu falei abertamente ao mundo; eu sempre ensinei na sinagoga e no templo, onde os judeus sempre se ajuntam, e nada disse em oculto.”
 João 18:20

“Porque não há ninguém que procure ser conhecido que faça coisa alguma em oculto. Se fazes estas coisas, manifesta-te ao mundo.” João 7:4

“Porque nada há encoberto que não haja de revelar-se, nem oculto que não haja de saber-se. O que vos digo em trevas dizei-o em luz; e o que escutais ao ouvido pregai-o sobre os telhados.” Mat 10:26-27

E Paulo explica o motivo pelo qual seitas utiliza a política do obscurantismo:

“Antes, rejeitamos as coisas que por vergonha se ocultam, não andando com astúcia nem falsificando a palavra de Deus; e assim nos recomendamos à consciência de todo o homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade.”2 Co 4:2

Sugestivo e muito.

Em Cristo.

Fonte:http://obramaranata.wordpress.com/governo-e-organizacao/

fonte: http://cavaleiroveloz.com.br/index.php/2011/04/poder-camaleonico/#comment-12612

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