o clamar pela
JUSTIÇA DOS HOMENS
Processando o Evangelho e a Liberdade De Expressão.
“Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra, e, ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa;” Mateus 5:38-40
No início de 2009, tornou-se público o processo que veio sendo promovido pela Igreja Cristã Maranata contra a empresa desenvolvedora de serviços online denominada Google, cuja sede é nos Estados Unidos, isto ao longo de 2008, (Processo 035.08.001862-1 quando em curso na 6ª Vara Cível de Vila Velha – ES). A referida Instituição Religiosa, nesta condição como requerente, exigia que a empresa de informática abolisse de todas as suas páginas qualquer menção ao nome “Maranata”, isto é, incluindo desde as comunidades referentes à ICM, bem como os espaços destinados a outras denominações que utilizam o termo “Maranata” no nome de sua comunidade.
Particularmente, o olhar da Denominação ICM voltou-se contra o site de relacionamentos Orkut, que possui comunidades criadas por ex-membros e membros, com o objetivo específico de discutir as doutrinas, dogmas, usos, costumes e as experiências positivas e negativas obtidas sobre o seu sistema.
Quanto ao processo, a possibilidade disto ocorrer já era ventilada há muito tempo, inclusive através de circulares, ameaças e promessas em seminários. Mas um fato incomodou muita gente, que foi a maneira silenciosa e sorrateira de como as coisas foram feitas. Muitos não sabiam que tinham seus nomes envolvidos num processo. Percebeu-se, então, uma preocupação muito intensa dos líderes da ICM em relação ao Orkut, algo que afirmamos categoricamente ser sem sentido e cabimento, uma vez sendo visível que todas as comunidades que tratam sobre essa denominação jamais tiveram o objetivo de ridicularizar a religião e seus adeptos, muito menos incitar violência e ódio contra aqueles, sendo estas comunidades um proveitoso meio para que muitos se esclarecerem das dúvidas, encontrando ali um espaço democrático e com naturalidade para se conversar, obtendo respostas sobre questionamentos e coisas intrigantes e por vezes inexplicáveis dentro da ICM, o que, como sabido, isto é inviável dentro da ICM, pois há receio, temor ou medo de retaliações.
O que ficou claro e ratificado em toda esta história é que o Presbitério Espírito Santense (PES) – órgão responsável pelas diretrizes da Instituição Igreja Cristã Maranata – parece não se sentir confortável quando se vê questionado em alguma coisa, seja ela qual for. Particularmente, não entendemos tal postura, uma vez que a crítica construtiva é fundamental em todos os campos da sociedade, e isto também vale quando o assunto é religião.
É interessante ler a Bíblia e constatar o número de observações feitas por Jesus sobre os fariseus e os saduceus, os questionamentos entre eles, as indagações dos discípulos ao Mestre, tendo Ele próprio os estimulado a questionamentos sobre a Sua missão e dando explanações sobra a tal, incentivando o bom diálogo, salientando ações recíprocas e não a unilateralidade, onde um manda, fala, determina, orienta e outro apenas cumpre cego e alienadamente.
No Cristianismo primitivo vemos Paulo, pelas Escrituras, asperamente refutando e rejeitando as idéias daqueles que tentavam incorporar os rudimentos do judaísmo no seio da cristandade. Também o apóstolo João, cujo embate era contra a doutrina Gnóstica que sorrateiramente era diluída no seio da Igreja, a fim de tornar o Evangelho misto. Os considerados “pais da Igreja”, discípulos dos discípulos, como Policarpo, Clemente, enfim, tantos outros, resistiram sobriamente, respaldando-se em críticas fundamentadas nas Escrituras o porquê da não aceitação de tais heresias surgidas na época.
Na história, também vemos os protestos de Lutero, em favor do Evangelho, que foi tão impactante em suas críticas, que hoje há inclusive líderes católicos reconhecendo suas virtudes. Lutero não temeu a arbitrariedade e a ditadura eclesiástica da Santa Sé, ainda que fosse lhe ensinado que era um tremendo pecado questionar o Vaticano. Quem está com a Verdade não teme, apenas segue o seu caminho, ignorando as críticas e as ameaças – isso é um princípio basilar da fé cristã.
Até mesmo religiões não-cristãs estão em constante processo de transformação, tendo em vista que a sociedade muda e possui novas necessidades, indagações e questionamentos. Isto sem falar na necessidade de retomada da Verdade bíblica, que muitas vezes se esvai e é esquecida, sendo substituída por profecias duvidosas e doutrinas estranhas ao Evangelho, como a história rege, e como presenciamos no dia-a-dia. De modo que, com os questionamentos, debates, diálogos, enfim, com a bilateralidade, a mentira pode ser extirpada, dando lugar a Verdade. Os exemplos da Reforma Protestante estão aí. Um pensamento unilateral apenas aliena o crente, inclinando-o ao abismo, uma vez que ele não tem espaço para deparar-se com o outro “lado da moeda”, de sorte que, se a Verdade está consigo, certamente seus alicerces espirituais não serão comprometidos. Jesus, como Deus, sabia disso e por este motivo estimulava os seus discípulos a exercitarem conversas, diálogos e indagações para Consigo. Quase tudo aquilo que está sendo abordado nas comunidades do Orkut sobre a ICM vem sendo tratado de maneira digna e respeitosa, salvo em alguns casos em que determinadas pessoas destemperadas e desprovidas de bom senso acabam fugindo desse parecer. Mas esses poucos casos não podem invalidar os muitos outros, de pessoas que têm levado a sério aquele espaço virtual destinado à troca de experiências vivenciadas enquanto membros de tal facção religiosa, bem como refletirem sobre suas práticas doutrinárias. Essas exceções ocorrem, reconhecemos isso, mas essencialmente a comunidade preza pelo respeito e moderação.
Mais uma vez somos taxativos em afirmar que jamais houve, por parte dos principais participantes, uma tentativa exacerbada de ridicularizar a ICM, nem tampouco agredir gratuitamente seus líderes. Em especial, é importante destacar a responsabilidade da Moderação da comunidade Já Fui Um Maranata, que vem apagando de seu fórum todos os comentários de teor altamente agressivos ou mesmo descabidos, sejam estes contrários ou a favor da ICM. E quando surgem opiniões contrárias carregadas de rancor e ódio, temos sempre presenciado a ação de vários participantes tentando tirar toda a possível amargura que esteja sofrendo aquela pessoa, substituindo estes sentimentos pelo perdão e compaixão, tal qual faria o nosso mestre Jesus.
No entanto, a ICM erroneamente parece tratar discussão de doutrinas como agressão ao pensamento religioso, algo sem cabimento e desprovido de razões lógicas, até mesmo pregando que questionar as doutrinas da ICM é ir de encontro a própria pessoa Espírito Santo – infelizmente algo como o que faz a Igreja Católica, as Testemunhas de Jeová, os Mórmons, enfim, contra aqueles que questionam e/ou contrariam as decisões do Vaticano ou as ordens da cúpula religiosa.
Para o leitor, que não conhece ainda o que vem sido discutido no Orkut, gostaríamos de deixar claro que ali (na comunidade Já fui um Maranata) não há nada de demoníaco, como alguns gostam de pensar e induzir os irmãos desinformados. Muitos membros da ICM são levados por essa indução e acabem crendo, depositando, absurdamente, toda confiança no homem, especificamente naqueles que os arregimentam. Sabemos que a ICM, por uma orientação (outros dizem que por uma “revelação”), desaconselha (publicamente) e PROÍBE (internamente – em reuniões apenas para membros que tenham algum tipo de cargo ou função no Sistema) de forma extremamente radical o uso do Orkut, sendo que a maioria esmagadora talvez nunca tenha pensado no motivo disso tudo, o porquê da ICM se canalizar tanto contra o “Opressut1”, desconhecendo a outra versão da história. Afinal, quem nunca fez esta pergunta a si mesmo: Por que somente o Orkut é atacado e focado, e não os outros meios semelhantes, inclusive os seus concorrentes, a saber, Facebook e MySpace?
Opressut – Fusão da palavra “Opressão” com o nome “Orkut”. Trocadilho usado pelos líderes da ICM para tratar com desdém esse site de relacionamentos, cujo nome oficial é Orkut, prenome do turco criador do site, que Esse termo em evidência é bastante corriqueiro, sendo mais usual em reuniões onde o público alvo são adolescentes e jovens, na tentativa de condicionar na mente dos mesmos que é pernicioso a utilização desse site de relacionamentos, pois geraria neles essa “opressão” sugerida. Virou modismo entre os ICM’s a repetição de tal palavra.
Pedimos-te encarecidamente que leia este artigo até o final e compreenda a verdade dos fatos, aqui lerás coisas que nunca te contaram.
Antes de começar a tratar o que falamos ali dentro, é necessário te fazer algumas perguntas, prezado (a) leitor(a): 1. Você já tentou convencer um católico de que o mesmo estava errado em sua fé? De que se ajoelhar diante de imagens ou esculturas é pecado, segundo as Escrituras? 2. Já conversou com um espírita e mostrou para ele, na Bíblia, o quanto a sua crença é equivocada? 3. Já teve a oportunidade de dialogar com um judeu ou muçulmano sobre a pessoa do Senhor Jesus? 4. Já tentou argumentar com algum evangélico os erros, equívocos e distorções de sua denominação?5. Já abordou as doutrinas erradas dos Adventistas e das Testemunhas de Jeová? 6. Falou para algum crente tradicional sobre a questão acerca dos dons e o batismo com o Espírito Santo?
Mais algumas perguntas: 1. Você já ouviu em sua denominação mensagens exclusivamente contra o Catolicismo Romano, que eles são a própria Grande Prostituta do Apocalipse? 2. Já ouviu falar de suas centenas de caminhos (os ídolos), enquanto a Bíblia relatava que havia apenas um (Jesus)?3. Ouviu alguma mensagem criticando a postura dos crentes tradicionais, que ignoraram os dons e o batismo com o Espírito Santo, como se estes vivessem uma meia-verdade bíblica, ou apenas parte do Caminho? 4. Já ouviram argumentos contrários ao sabatismo (a doutrina de guardar o sábado), reputados como uma grande heresia? 5. Já ouviu que o grande problema dos “movimentos” é não reter com eles as bênçãos do Espírito Santo (o balde virado para baixo, e a sua denominação é o balde virado para cima)? 6. Já ouviu dizer que a união de denominações é algo não-cristão (ecumenismo e mescla)? 7. Nunca ouviu o termo “Religião” (fragmento de rocha)? 8. Nunca ouviu que bater palmas em forma de louvor e adoração é “falta de discernimento”? E que as denominações que fazem isso é porque querem trazer o mundo para dentro da igreja?
Caro membro da ICM, você provavelmente já lidou com pelo menos uma destas situações (talvez todas), seja ouvindo ou até mesmo reproduzindo tais clichês. E você, certamente, concorda com este tipo de atitude, afinal, “é necessário esclarecer aos irmãos sobre o perigo das armas da “religião” e da “mescla”, correto? Então, faremos apenas mais uma pergunta: se você ou a sua Denominação podem argumentar e pregar sobre os erros dos outros em aulas de auditório lotado e ema ulas semanais de vídeo-conferência nos templos da igreja, o que te leva a acreditar que ninguém pode questionar os erros e contradições da ICM? Sendo assim, gostaríamos, por exemplo, que você mesmo procurasse na sua Bíblia a resposta para algumas questões:
a) O clamor pelo sangue de Jesus é bíblico? Jesus Cristo legou ensino especificamente sobre isso? E seus apóstolos, redatores das cartas doutrinárias, fizeram alguma menção sobre tal ensino? Nossa opinião é que não é bíblico, pois não há nenhum versículo que torne obrigatório ao crente utilizar-se da recitação desta frase antes da oração. A Bíblia sempre aborda o sangue no sentido metafórico, fazendo menção ao sacrifício realizado por Cristo na cruz do Calvário, quando se fez cordeiro para o holocausto perfeito remindo os crentes do pecado. Jesus Cristo, também foi claro e preciso, deixando-nos um modelo de oração (Mat 6:9-13), na qual percebemos que a primeira atitude é glorificar o nome do Pai e suplicarmos, posteriormente, para o perdão, basta-nos, através de Jesus, pedimos arrependimento e livramento do mal. Portanto, onde está a obrigação irremediável de ter por que ter de usar obrigatoriamente a expressão “clamamos pelo poder do sangue de Jesus”, de modo que não podemos orar de acordo com a inspiração do Espírito (Rom 8:26), se tornando, assim, os membros da ICM reféns e constrangidos a recitar toda e qualquer momento de oração essa vã repetição? Se você concorda que a doutrina do “clamor” é um ensino bíblico, então pedimos encarecidamente que demonstre, de maneira civilizada, madura e cristã onde ele se fundamenta na Palavra, procure e nos mostre exemplos claros de que a Bíblia instituiu “o clamor” como uma das “três orações fundamentais da igreja (clamor, intercessão, glorificação)”.
b) A “Consulta à Palavra” é uma prática cristã? Nossa opinião também é que não, pois em nenhuma passagem bíblica está escrito algo que se assemelhe à consulta. Aliás, este ato nunca foi apoiado por nenhuma denominação cristã ao longo da história da Igreja, antes vemos essa prática em grupos bem divergentes e antagonistas ao cristianismo, como os esotéricos e agoureiros. A teologia chama isto de bibliomancia, os cristãos que levam a vida em Cristo também. Procure, portanto, na internet por esta palavra e veja quais grupos praticam a “Consulta à Palavra” (bibliomancia). Tire a prova você mesmo. Vá e veja! E um dos agravantes dessa heresia praticada pelos ICMs é o fato de que ela está atrelada ao batismo nas águas e ao batismo com o Espírito Santo, numa demonstração explícita de doutrina antibíblica. Sobretudo, frisa-se, pelo fato de atribuir a Deus variações e contradições em suas decisões, na melhor de três tentativas, resultados positivos e negativos; sobre o qual Jesus foi claro, é de procedência maligna(Mat 5:37).
c) Os usos e costumes são vontade de Deus? Mais uma vez, acreditamos piamente que não. Essa expressão, usos e costumes, também recebe outro nome: legalismo. Na Bíblia, vemos que homens de Deus utilizavam barba. E sem dúvida eles não se vestiam das vestes de hoje. Será que Deus levará para o inferno uma cristã dedicada pelo fato da mesma trajar uma calça comprida? Ora, se só é uma “mera questão” de costume da Denominação, por que intervir e intrometer-se na espiritualidade, na comunhão, no afeto, no trabalho do cristão para Deus? Se não tiver nos conformes da aparência (leia-se “padrão da Obra”), não pode pregar, não pode evangelizar, não pode batizar, não pode ir ao Maanaim, não pode isso e aquilo, não pode, não pode… O Senhor Jesus e seus discípulos em algum momento julgaram a espiritualidade de alguém por causa da aparência? Deus olha para o exterior? Deus estabeleceu alguma “farda” ou “uniforme” para o cristão? Ou melhor, alguma selagem, circuncisão ao cristão? O que é que tem num paletó de tão especial, a ponto de impedir a subida ao púlpito de um pastor “à paisana”, experiente na fé, para dar lugar a um obreiro neófito “empaletozado”? O que é que uma barba tem de escandaloso e o bigode não tem, de sorte que o barbado não poderá orar após o culto junto ao visitante? A única doutrina bíblica é a de que o servo é necessário se ataviar com decência e modéstia (1Tm 2:9), mas jamais houve a imposição de um determinado tipo de roupa, aparência, farda, traje e estética. Deus tem parte no militarismo (sem ironia)? Pense nisso. Medite nessa passagem: Marcos 7; Felipenses 3:3; e Gálatas 5. Reflita sobre o que é o fermento e circuncisão.
d) Dízimo. É bíblico – é, mas é uma doutrina cristã? Na nossa opinião, embasada nas Escrituras, não. Muito embora a maioria das denominações (a ICM incluída), vivem isoladamente de um fragmento da Lei de Moisés, que é a ordenança de contribuir com a décima parte de seus proventos mensais, perguntamos: em que parte do Novo Testamento é ensinado que somente essa parte específica e isolada da Lei Judaica não fora abolida? Jesus viveu a Lei, e a transição feita por Jesus se cumpriu após o holocausto perfeito, estabelecendo a Nova Aliança, abolindo a Lei (2Co 3:14). Então, por que pregar os 10%? Questão de fé? Paulo (Gl 5:3) e Tiago (2:10) nos diz claramente que se procurarmos nos ater a um artigo da Lei, devemos, em verdade, guardá-la toda.
Se for para guardarmos a Lei, então por que os varões não mutilam o prepúcio? Por que não apedrejam as mulheres que traem seus maridos ou os filhos desobedientes? Por que não guardam o sábado? Tudo isso não são ordenanças da Lei dos judeus, que também devem ser guardadas, juntamente com o dízimo? Somos judeus ou gentios?
Jesus não nos disse que devemos é amar o próximo, tal como Ele nos amou – Mateus 25 – de modo que isso será critério para separar o joio do trigo no Grande Dia? Por que sempre justificar o dízimo em polêmicas judaicas do Velho Testamento através do Livro de Malaquias ou pela famigerada passagem de Mat 23:23? Repito: Somos judeus ou gentios? Por que não recorrer a versículos que versam sobre desobediência ao sábado, também, repudiada por Deus no Velho Testamento? Estamos debaixo da Graça ou da Lei? Somos salvos pelas obras da Lei, do dízimo ou da Graça? Paulo em1Co 16:1-2 2Co 9:7 fala em oferta aos irmãos necessitados ou em dízimo à igreja para manutenção de gastos? No Livro de Atos lemos ofertas voluntárias, tendo todas estas ofertas um cunho exclusivamente social e não a manutenção arquitetônica de templos e mais templos, como fazem muitas denominações, que preservam os mais luxuosos ambientes, enquanto boa parte dos membros vive em favelas e em dificuldade financeira, refletindo na alimentação, saúde e moradia.
Outros citam que devemos recorrer a base do dízimo a Abraão. Ora, Abraão sacrificou, estabeleceu a circuncisão, guardo o sábado, e por que devemos tão-somente considerar o dízimo? O Sacrifício de Cristo não fora perfeito, completo de modo a tornar-se tudo novo?
Essas são quatro reflexões entre outras dezenas que poderiam ser colocadas aqui. Temos muitas outras publicadas na comunidade Já Fui Um Maranata, no Orkut. Se quiser conhecer mais, basta acessar. Sabemos que muitas barreiras ainda precisam ser vencidas para você querer estar ali, entre elas o medo de ser descoberto pelo PES ou membros delatores, e uma fobia que fora incutida progressivamente em sua mente de que “desobedecer” a “orientação” oriunda do PES é pecar contra o Espírito do próprio Deus. Mas, seria mesmo pecar contra o próprio Espírito Santo? Estão inclinando a infabilidade papal adotada pelo catolicismo? Então, por que reprovam o papismo católico?
Gostaríamos de deixar claro que você não precisa se identificar para acessar, basta criar uma conta anônima, sem publicar sua foto ou nome. É simples e rápido. A grande maioria dos irmãos, de lá, são anônimos, porque, infelizmente, temem serem perseguidos, detratados, julgados, acusados e difamados por fundamentalistas, ou que seus parentes, que ainda integram o rol de membros por lá, venham, de alguma forma, ter retaliações por parte da liderança. Afinal, todos nós sabemos o lado tenebroso do fanatismo religioso. Isto sem contar que muitos ex-adeptos da “Obra” são agora rejeitados por alguns dos próprios familiares.
Portanto, agora acreditamos que você conseguiu finalmente compreender o que ocorre no Orkut, especialmente na comunidade ora citada. Talvez, num primeiro momento, você discorde radicalmente do que fazemos, mas temos certeza que estas quatro reflexões ficarão para sempre reverberando na sua mente. E, se refletir com parcimônia, entenderá que o que nós fazemos é idôneo e até mesmo bíblico, visto os exemplos da história da Igreja Cristã.
Entenda, caro leitor, que ao longo da história, muitos líderes, seja religiosos ou políticos, se valeram da Censura para manter o controle de determinados fins, da restrição de informação para inibir o senso crítico dos subalternos e a descoberta daquilo que estava oculto perante os olhos. A própria Censura mesma já foi praticada aqui no Brasil durante longos anos e, ainda é utilizada, infelizmente, em outros países, bem como presente em muitas religiões fundamentalistas, cheias de abusos e castigos absurdos para aqueles que “pecam” de alguma forma contra o seu sistema religioso. Caso não saiba o que é a Censura, procure na internet, a Wikipédia traz coisas interessantes sobre o assunto.
A verdade é que é muito mais fácil proibir o acesso aos questionamentos do que rebatê-los, principalmente quando estes partem de um grande número de pessoas que possuem argumentação sólida, consistente, fundamentada e verdadeira, caso que ocorre na comunidade „Já Fui Um Maranata‟. Não queremos aqui dizer que a ICM utiliza de um regime ditatorial, mas algumas posições são contrárias àquilo que entendemos como liberdade cristã e constitucional. Frisa-se que não estamos, como alguns insistem em dizer equivocadamente, apregoando libertinagem; longe disso, mas advogamos, sim, à liberdade que Paulo se esforçou tanto em ensinar aos cristãos da Galácia, escravos dos usos e costumes judaicos impostos pelos cristão-judaizantes. Apregoamos, portanto, uma liberdade santa, pura, compromissada com Jesus Cristo e Seu Evangelho, sem fermento, sem doutrinas de homens e acréscimos burocrático-religiosos dogmáticos.
E agora queremos fazer uma observação: questionar os dogmas da ICM seria crime, como faz parecer e induzir alguns? Não, não é. Se assim o fosse, você também não poderia tentar persuadir qualquer um a mudar de religião, nem mesmo a ICM poderia criticar outras religiões, outros grupos. Sendo nós criminosos, ela também é; vide o conteúdo dos seus Seminários e algumas Reuniões “temáticas”. Então, é importante destacar que tudo aquilo que vem sendo feito no Orkut, em especial na comunidade „Já Fui Um Maranata‟, não constitui atividade criminosa alguma só por relacionar o nome da Denominação.
Sabemos que há muitos criminosos no Orkut, pessoas que apóiam o uso de entorpecentes, o suicídio, o alcoolismo, a prostituição, a pedofilia, o tráfico de drogas e armas, o nazismo, a violência, entre muitas outras coisas. Qualquer pessoa sã, racional, moderada, prudente, sabe que o Orkut é um espelho social, isto é, o Orkut é apenas a sociedade como um todo no mundo virtual. Portanto, há pessoas de mau caráter, de bom caráter, incrédulas, cristãs, pagãs, hereges, fiéis, imorais, libertinas, probas, retas, enfim, como o mundo e a Igreja. Da mesma forma, a internet como em sua totalidade está repleta disso. Cada qual se associará ali às pessoas e Comunidades que lhes forem pertinentes, salutar para sua condição, de interesse pessoal, assim como fazem na vida cotidiana.
Aliás, a sociedade, de um modo geral, está contaminada com estas práticas desagradáveis, e nem por isso vemos “orientações” ou “revelações” na ICM, de cunho óbvio, para não comungar com as trevas que permeiam a sociedade. Proibir o uso do Orkut seria, verdadeiramente, proibir que o membro da ICM parasse de caminhar e viver em sociedade. É possível vivermos sem estarmos na sociedade? Claro que não! Como estudaremos? Como trabalharemos? Como nos deslocaremos? Como evangelizaremos? Como seremos sal e terra para o mundo? Estamos no mundo, mas não fazemos parte (comungamos) do mundo.
Reiteramos que jamais apoiamos nenhuma atividade criminosa. Somos totalmente contrários inclusive ao preconceito e à discriminação religiosa. Temos amigos, parentes, funcionários, patrões, entre outros, na ICM, e não os queremos como inimigos, de forma alguma. Questionamos e expomos o sistema da ICM: sua doutrina, seus dogmas (ensino sem fundamento bíblico tomado como verdade absoluta), suas diretrizes, enfim. Você, leitor, como ser humano, pensante que é, saberá discernir entre as duas coisas.
Exemplo: Paulo não tinha os cristãos gálatas como inimigos ou ridicularizava-os, embora tenha os chamado de insensatos (Gal 3:1). Jamais ele canalizou sua refutação sobre as pessoas deles, e sim nas obras (produto da Mentalidade) que eles estavam praticando erroneamente. A diferença é sutil: um fraco na fé não perceberá e achará que Paulo atacou os irmãos da Galácia, mas não foi isso que ocorreu, de forma alguma. É como um pai que ensina uma criança, ele não quer o seu mal, mas sim distanciar o mal (erro) de sua vida.
Outra coisa: talvez, ao nos referirmos à ICM como religião, remoa algo negativo por parte de você, caro leitor. Pedimos para compreender que, no nosso entendimento, a ICM não é a “Obra do Espírito Santo” como muitos gostam de afirmar, proclamando orgulhosamente frases de alto teor herético e exclusivista como, “essa Obra Maravilhosa2”, “essa Obra Perfeita”, “essa Obra é a Igreja Fiel”, e a pior de todas: “essa Obra é filho único”, entre outras que exteriorizam tal devoção e veneração a essa entidade “Obra”. Tampouco creditamos à outra denominação religiosa essa prerrogativa de um “status” de Divindade, por mais comprometida que seja.
 2 Obra Maravilhosa – ao usarem essa expressão, sutilmente elevam a entidade invisível “Obra” a um status de Divindade, pois esse termo “Maravilhoso” é um atributo messiânico peculiar do Senhor Jesus, vaticinado pelo profeta Isaías. Subjetivam também a infalibilidade dessa idolatria ideológica através da expressão “Obra Perfeita”, como citado no texto.
Todos os religiosos exclusivistas e sectaristas afirmam coisas parecidas e, para nós, esta é apenas mais uma religião sectária constituída por homens. As denominações são produtos da mente humana, da idealização de alguns (bem intencionados ou não), do orgulho, da intolerância, da ganância, da vaidade do homem ou mesmo da sua cegueira espiritual em não reconhecer a simplicidade do Evangelho e da Igreja de Cristo. Dentro das denominações há pessoas, e são essas pessoas que importam para o Senhor Deus, e não os estatutos, CNPJ‟s, edifícios, tijolos, relatórios, administração burocrática, ainda que muitos líderes, tendenciosamente, ensinem isso para que esses adeptos se dediquem nos propósitos apenas de expansão e manutenção da estrutura institucional.

Deus, em verdade, se importa com a igreja que há dentro dessas instituições. Não questionamos a índole ou os ideais dos fundadores da ICM, não obstante haja pessoas com esse fito, apenas cremos, com base nas Escrituras, que eles estão errados em impor coercitivamente (de forma jeitosa e indireta) padrões comportamentais, espirituais, inserindo práticas que não estão fundamentadas na Bíblia, baseados tão-somente em suas opiniões e caprichos, e, ainda assim, quererem afirmar que são a única e exclusiva “Obra Revelada” na face da Terra, ou a única baseada e assemelhada com práticas da Igreja Primitiva ou ao período apostólico, inclusive cometendo o disparate infantil de afirmar em alto e bom som que se Paulo fosse vivo seria, seguramente, um membro da ICM. Ao afirmar, implicitamente, que a ICM é a igreja mais correta de todas, seus membros, embalados por isso, acabam pendendo para a jactância, a vaidade e o orgulho religioso, posteriormente ao fanatismo, de crerem fazer parte de uma “elite espiritual”, ou seja, a “Igreja Fiel”. Soberba não procede de Deus.
Portanto, entenda de uma vez por todas, amado leitor, que não somos criminosos e nem incentivamos práticas criminosas. Talvez até exista entre nós (Já Fui Um Maranata) alguém que haja em desacordo com a lei dos homens e a moral de Deus, mas esta não é a nossa bandeira, e que tal indivíduo infrator não conta com nosso apoio ou aprovação. Saiba que, se um dia qualquer delito vier a público, seremos os primeiros a concordar com as medidas judiciais capazes de punir tal atitude ilegal, e que daremos todo o apoio às autoridades públicas naquilo que for necessário. E se isto acontecer, tenham a certeza que criminosos podem existir em todos os lugares, inclusive dentro de uma das congregações da Igreja Cristã Maranata.
Portanto, voltando ao primeiro parágrafo do texto, é fundamental dizer o desfecho de tudo: sim, a empresa Google foi acionada judicialmente pela ICM por nossa causa, e o nome dos irmãos, digamos, mais contundentes e perspicazes contra o sistema da ICM estavam atrelados ao processo. Felizmente, houve bom-senso por parte do magistrado, que percebeu não haver má-intenção por parte dos membros das comunidades, nem mesmo por parte dos seus donos. O juiz entendeu perfeitamente que todos que estavam ali tinham bons propósitos, não havia ninguém incitando a xenofobia religiosa, utilizando o nome da igreja para promoção pessoal ou qualquer coisa do gênero.
No entanto, é interessante observar que mesmo derrotada logo no primeiro momento (o juiz negou o pedido de liminar pela exclusão de certos usuários e das comunidades do Orkut que carregavam o nome “Maranata”), uma vez que a ICM tinha argumentos completamente incoerentes, desproporcionais, tal Denominação continuou insistindo nisto até o fato tornar-se público. Só após a notícia sobre o  processo ter sido veiculada no Orkut, na famigerada comunidade „Já Fui Um Maranata‟, pela ciência de irmãos de outras denominações que usam o termo “Maranata” em seu nome, e, sobretudo, pela própria Associação Missionária Evangélica Maranata – AMEM tomar ciência, a qual é, na verdade, a que detém os direitos legais do termo “Maranata”, foi que a ICM, então, diante do constrangimento, finalmente optou pelo caminho correto e então, numa atitude de sensatez, retirou as equivocadas acusações. Mesmo assim, ficamos tristes em saber que tudo poderia ser resolvido de forma muito mais amigável.
Gostaríamos de deixar bem claro para todos os que nos acompanham que a comunidade „Já Fui Um Maranata‟ está de portas abertas aos membros do Presbitério Espírito Santense (PES), para que os mesmos possam responder às nossas indagações de forma respeitosa e, acima de tudo, com base bíblica. Jamais proibimos qualquer pastor ou membro da igreja de se posicionar favoravelmente à denominação em nossa comunidade no Orkut, desde que tudo seja feita de maneira equilibrada, sem ofensas pessoais, ameaças, espraguejamentos ou coisas desse tipo.
Aproveitando o ensejo, gostaríamos de afirmar que todo o nosso posicionamento está devidamente firmado na nossa Constituição Federal e nas Escrituras, acima de tudo. Em nada desrespeitamos ou apoiamos qualquer atitude de desrespeito às leis do nosso País ou à Palavra de Deus. Estamos plenamente baseados nos princípios de respeito e amor ao próximo e queremos o melhor para todos os seres-humanos.
Sendo assim, gostaríamos que você, leitor, observasse alguns trechos da Carta Magna:
Constituição Federal – Art. 5°
VI – é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e suas liturgias;
VIII – ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;
IX – é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura e licença. (grifos nossos)
Gostaríamos de deixar bem claro para todos que apenas exercemos a nossa liberdade de consciência e credo, um direito do qual não podemos ser privados. Infelizmente a nossa ideologia pode ser extremamente contrária àquilo que você pensa, por pertencer à Religião ICM. No entanto, não é crime declarar-se divergente às suas doutrinas, usos e costumes; fazemos isso por questão de fé, crença, pois somos norteados pelos ensinos cristãos a pregar o Evangelho do Senhor Jesus (de forma pura), a ajudar o próximo, os necessitados, os oprimidos, os abusados por sistemas sectários e compreender e defender a fé cristã.
E a publicação daquilo que pensamos também não constitui crime, levando-se em conta que apenas exercemos a nossa liberdade de expressão. Não estamos num país cujo sistema vigente seja o ditatorial ou teocraticamente regido pelo “deus” da ICM, numa “Ditadura Religiosa”. Tampouco somos contemporâneos da Inquisição Católica, na Idade Média, na qual qualquer pensamento contrário era perseguido ao extremo. As nossas publicações são meras representações intelectuais da nossa fé, sem incentivar a agressão ou a violação de patrimônios, templos ou pessoas – seja da ICM ou qualquer outro grupo religioso. Não invadimos os cultos da ICM ou a caixa de emails de membros para entregar folhetins ou mesmo os artigos do blog. Aliás, é facultativo, opcional o acesso ao blog, ou seja, não obrigamos ninguém a digitar o endereço do blog e ler os textos do mesmo em seu navegador de internet ou no sistema de busca do Google ou afins. Entre, acessa e lê quem quer.
Outro fato: o que fazemos nunca foi para benefício pessoal, coletivo ou para enriquecimento próprio, pois não temos patrocínio, não somos auxiliados por nenhuma Denominação religiosa, e nem fazemos propaganda para outra e tampouco queremos praticar à gananciosa e viciosa prática, que caracteriza muitas denominações, que é de “pescar no aquário dos outros”. Pelo contrário, muitas vezes investimos até muito tempo (debruçados sob diversos temas que geram discussões elucidativas) para tentar explicar os erros doutrinários da ICM (dos quais somos convictos), momentos estes que poderiam estar sendo empregados em outras atividades, até mesmo de rentabilidade. Mas fazemos isto debaixo da Palavra de Deus, por amor ao Senhor Jesus, por sensibilidade e valorização do sacrifício da cruz, por pura compaixão aos irmãos da ICM que sofrem e sofreram o que sofremos, direta ou indiretamente, com as negativas experiências do sistema, e, portanto, não pararemos de fazer isto, tendo em vista os seguintes textos:
“E disse-lhes: Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura.” Marcos 16:15
“E temos, portanto, o mesmo espírito de fé, como está escrito: Cri, por isso falei; nós cremos também, por isso também falamos.” 2 Coríntios 4:13 
“(…) porque receberam a palavra com toda avidez, examinando diariamente as Escrituras para ver se estas coisas eram assim.” Atos 17:11b
Mas outros, por amor, sabendo que fui posto para defesa do evangelho.” Filipenses 1:17
“SEDE meus imitadores, como também eu de Cristo.” 1 Coríntios 11:1
“Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregasse outro evangelho além do que já vos pregamos, seja anátema. Como antes temos dito, assim agora novamente o digo: Se alguém vos pregar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema.” Gálatas 1:8-9
Caros leitores: não pararemos de pregar o Evangelho que de graça nos foi legado por Cristo e elucidado pelo Espírito Santo, não pararemos de falar sobre o que cremos, não pararemos de deixar bem claro para os leitores da Já Fui Um Maranata e do Blog todos os erros doutrinários e sem base bíblica da Denominação ICM e não nos portaremos de maneira omissa, passiva ao vermos uma pessoa pregando um evangelho diferente daquele pregado pelo Senhor Jesus e pelos apóstolos, deixando bem claro o que as Escrituras dizem sobre aqueles que anunciam um evangelho diferente deste, cujo produto disso levam os ouvintes a morte espiritual, tornando-se pessoas totalmente distintas do modelo de um cristão, na pura essência, levando-as a uma mudança obscura de caráter e a ter infortúnios em várias esferas da vida, muitas vezes.
O nosso objetivo não é ofender pessoas, nem ridicularizar a religião das mesmas denegrindo de forma irresponsável a imagem da ICM com acusações infundadas, relatos mentirosos, agressões gratuitas, calúnias e difamações, atacando implacavelmente famílias ou pessoas de lá. Toda crítica tecida se dá calcada em algum ponto doutrinário e costumeiro que perfaz a Denominação em questão, confrontadas à luz do Evangelho, da doutrina cristã, ou seja, da Bíblia.
De igual modo, também asseguramos o direito de resposta para todos aqueles que se posicionem contra nossas argumentações, inclusive concedendo o nosso espaço àqueles que são parte integrante do PES, com uma única ressalva: de que façam valer a sua participação de forma respeitosa aos membros da comunidade, discutindo e debatendo o tema proposto, ao invés de partir para ofensas de cunho pessoal, exposição da vida alheia, enfim, se concentrando tão-só nas pessoas, e esquecendo o assunto. Tenham moderação em Cristo, produzindo o fruto do Espírito – domínio próprio – e não acusem ninguém de rótulos clássicos, tais como: vadios,  libertinos, caídos, pecadores, etc. Não sigam exemplos de determinadas pessoas. Siga o exemplo de Cristo.
Para aqueles que nos acusam por causa do nosso pseudo-anonimato, gostaríamos de dizer que só procedemos assim por motivo de segurança, própria e de familiares que ainda estão na ICM. Como já dissemos, sabemos das implicações do fanatismo religioso. Mas que estaremos sempre dispostos a colaborar com a Justiça se convocados para qualquer esclarecimento e que nunca nos eximiremos disto quando requerido por instâncias superiores. Esta é uma prática corrente em diversos órgãos de imprensa (por exemplo, a Revista Veja), que não divulgam os nomes dos autores de determinadas matérias, salvo exigência judicial. Apenas agimos como os mesmos, não estamos nos esquivando, de forma alguma, de uma possível prestação de contas.
Por último, gostaríamos de declarar a nossa solidariedade com os membros da ICM que se sentem indignados pelo capital empregado neste processo sem propósitos. Também achamos isto lamentável e dizemos mais: quão bom seria se todo o dinheiro e tempo desperdiçado tivesse sido revertido em prol dos membros carentes que necessitam de uma maior atenção social por parte da instituição, assim como Jesus fez com os irmãos ao dar peixinhos e pães, assim como era na Igreja Primitiva, onde um ajuda ao outro, enfim, como o Senhor nos determina em Mateus 25. Engana-se quem aprendeu e ensina que isso é “evangelho social”. É a mais pura expressão de ser luz para os necessitados (Mateus 25:34-46). Temos ainda a certeza de que muitos leitores não sabiam sobre essa aventura judicial da ICM, uma vez que informações dessa natureza, questões administrativas, dificilmente (para não dizer jamais) chegam aos ouvidos dos fiéis deliberadamente, senão através do mexerico do disse-me-disse.
Lamentável!
“Pois, enquanto os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria, nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos…” 1 Coríntios 1:22-23
Que o amor e a paz de Cristo sejam com todos os servos de Deus na face da Terra. Amém.
Para melhor compreensão dos leitores, segue abaixo a transcrição de uma postagem na comunidade Já fui Um Maranata do irmão Cavaleiro Veloz, membro dessa, onde o mesmo faz citação do referido processo, mencionado no presente texto:
“(…) processo 035.08.001862-1 em curso na 6ª. VARA CÍVEL DE VILA VELHA – ES em face da GOOGLE BRASIL INTERNET LTDA. Formalmente, a ICM-PES pretende, por seus advogados (sete ao todo), uma AÇÃO ORDINÁRIA DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS com pedido de liminar e MULTA DIÁRIA DE R$ 10.000,00 (dez mil reais) pelo descumprimento de decisão judicial, visando a EXCLUSÃO DAS COMUNIDADES onde apareça, especialmente, a palavra MARANATA (que a Autora entende ser exclusivo). Em sua inicial autuada em 18.02.2008 a ICM-PES alega que:
1. “A Igreja Cristã Maranata é uma instituição religiosa sem fins lucrativos, administrada por um ministério pertencente ao povo cristão. Seus pastores e obreiros não são remunerados. São pessoas que vivem de seus próprios recursos financeiros e por gratidão a Deus contribuem como voluntários orientando a sociedade a amar e temer a Deus, a honrar e respeitar as autoridades constituídas, ensinando educação cívica, ajudando a preservar em harmonia a base social, a família.” (…)
2. “As práticas criminosas no serviço ORKUT incluem terrorismo, racismo, instigação e auxílio ao suicídio, pornografia infantil, tráfico ilícito de entorpecentes, comercialização de medicamentos de uso restrito, apologia e incitação ao crime, exercício arbitrário das próprias razões, formação de quadrilha, estelionato, além de penosos casos de ofensa à honra de celebridades e pessoas comuns (criação de “perfis” falsos contendo injúrias, calúnias e difamações de toda espécie).” (…)
3. “Podemos citar a comunidade do Orkut denominada “JÁ FUI UM MARANATA” a qual, dentre outros desagravos que serão discutidos posteriormente em ação própria, utiliza-se ILEGALMENTE da imagem de uma das igrejas da autora com as devidas inscrições “IGREJA CRISTÃ MARANATA – O SENHOR JESUS VEM”.
4. “Ora, se a pessoa está insatisfeita com o suposto “processo de liderança” do Presbitério não é mais membro da Igreja Cristã Maranata, ele já fez o que todos que se encontram insatisfeitos deveriam fazer, ou seja, SE DESLIGAR e formar suas próprias denominações, baseassem suas convicções, sem que, para isso, fosse necessário manchar o nome de uma instituição religiosa respeitada, como a Autora.” (…)
5. “O dano à imagem da autora é tão patente, que na comunidade “JÁ FUI UM MARANATA” existe cópia do estatuto da igreja feita pelo usuário “Cavaleiro Veloz” (anônimo). O mesmo comenta o Estatuto com o intuito de ridicularizar a Igreja. A comunidade “JÁ FUI UM MARANATA” tem como mediadores ArmiaKrajowa, Antônio Fonseca e Bereiano. Com a publicação do estatuto no referido site de relacionamento, outro usuário, o “Cristão Comum”, em conluio com o acima citado (Cavaleiro Veloz) dirigiu comentários a cada artigo do estatuto, ridicularizando os nomes que a igreja se utiliza, seus responsáveis e a imagem construída ao longo dos anos.” (…)
6. “Sendo assim, a Autora REQUER, em caráter liminar, que seja a empresa Ré compelida a excluir de seus sites de relacionamento denominado Orkut, Google Grupos e outros sítios de seu site e domínio, que expões o nome da Igreja Cristã Maranata – Presbitério Espírito Santense; Igreja Maranata; Maranata; Maranata – Presbitério da Igreja Cristã Maranata; Maanaim do Espírito Santo; Maanain e outros que caracterizam vitupério ao bom nome da autora, sob pena de multa diária no valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais) em caso de descumprimento, inclusive, levando em consideração que a mesma foi notificada, via faz (Google Brasil 11-3797-1001)” (…) 
7. “Ao final, seja julgado procedente na totalidade a presente demanda, confirmando-se a Liminar e m todos os seus termos, com a EXCLUSÃO definitiva dos perfis acima citados, que relacionam o nome da Igreja Cristã Maranata – Presbitério Espírito Santense; Igreja Maranata; Maranata; Maranata – Presbitério da Igreja Cristã Maranata; Maanaim do Espírito Santo; Maanain e outros que caracterizam vitupério a autora, condenando a empresa Ré a titulo de danos morais à imagem o valor a ser calculado em execução de sentença, baseado no faturamento mensal da empresa Ré, contabilizando os dias que o nome da Autora está sendo vinculado ao seu site, em todas as suas páginas, desde já e ainda, seja condenada a arcar com todas as custas judiciais, além de honorários advocatícios se sucumbências no percentual de 20% sobre o valor da condenação.”
8. A inicial é assinada por sete advogados: CARLOS ITAMAR COELHO PINENTA – 0AB-ES 8.198; CARLOS SANDRO VANZO PIMENTA – 0AB-ES 9.209; FLÁVIA VICENTE PIMENTA – 0AB-ES 9.433; MARIO LUIZ DE MORAIS – 0AB-ES 11.693; JOSÉ LUIZ OLIVEIRA DE ABREU – 0AB-ES 12.741; CARLOS ROBERTO MARTINS – 0AB-ES 11.992; MATHEUS FRAGA LOPES – 0AB-ES 13.782. Número cabalístico. SETE! A outorga do instrumento de procuração é da responsabilidade do Secretário ARLÍNIO DE OLIVEIRA ROCHA (evidentemente o Presidente GEDELTI VICTALINO TEIXEIRA GUEIROS não quer que o seu nome apareça).
9. D.R.A., em r. Despacho de 14.08.2008 o MM. Juiz lembrou que “A comunidade „Já Fui um Maranata‟, cuja cópia da página inicial foi colacionada a fls. 32, única que indica participação de membros da igreja e ex-membros, deixou expresso o seguinte: “ps.: essa comunidade não visa ao ataque da ICM e sim o compartilhamento de experiências vividas dento desta e suas conseqüências nas vidas dos mesmos” (…) Cuidam ainda os presentes autos de caso de conflito prático entre dois princípios constitucionais, o de liberdade de convicção e o da liberdade de manifestação e comunicação, sendo caso de ponderação de princípios, haja vista que norma alguma é absoluta.”
10. O MM. Juiz INDEFIRIU O PEDIDO DE LIMINAR por estes e outros fundamentos e “pela ausência dos requisitos de sua concessão”; e determinou a citação da Empresa Ré, pena de revelia.”
Tópico completo em:
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comentários
  1. jarbas manoel da silva disse:

    Este blog assim como as comunidades jfum e mqp, são veículos pelos quais nos levaram aos esclarecimentos, fizeram com que passássemos a pensar, a refletir e concluir. Sou grato pelos esclarecimentos e sinto-me liberto da heresia, da seita denominada Maranata; a princípio não foi fácil me desvencilhar, mas, com o passar do tempo, sinto-me liberto e procuro sempre a paz em CRISTO JESUS, que ELE seja o dono da minha cabeça, por onde quer que eu vá; que ELE me use como vaso de honra. Muitíssimo Obrigado.

  2. […] maranata – a justiça do homem terá que ser feita – o clamar pela justiça dos homens […]

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